UM DOS ÍCONES DA POESIA POPULAR BRASILEIRA EM UM VÍDEO DE EXCELENTE QUALIDADE
quinta-feira, 6 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
FOLIA DE CARNAVAL
(Benildo Nery)
Sou um fã do
carnaval
A maior
festa profana
Que em quase
uma semana
É o maior
festival
Nela todo
mundo é “o tal”
Brincando
sem distinção
Pois vale a
descontração
Regada de
alegria
Viva a festa
da folia!
Viva a festa
do povão!
Esqueço ser
devedor
Que é pouco
meu ordenado
E assim
fantasiado
Me escondo
do cobrador
Só depois ao
meu credor
Darei a
satisfação
Dizendo: “se
avexe não!
Só pagarei
outro dia
Pois eu
gastei na folia
O valor da
prestação”.
Com dois
amigos ou mais
Na praia
alugo uma casa
E vou todo
cheio de asa
Com meus
filhos e meus pais
Além dos
outros casais
Chega gente
de montão
A casa não é
boa não
Fica na
periferia
Mais eu caí
na folia
Fantasiado de
barão.
Nele eu
perco a vergonha
Brinco,
dançando e cantando
Pulando
frevo, sambando
Mas sem usar
de peçonha
Na face
expressão risonha
Sinais da
aptidão
E o ritmo do
coração
Acelera em
demasia
Minha veia é
só folia
Sinto nem
pisar no chão.
Ouço e canto
marchinhas
Das antigas
as atuais
Mas também
incluo as tais
Sem ser
preferências minhas
Sendo assim
as musiquinhas
Os tais hits
da estação
São somadas
a seleção
Já que a
muitos contagia
“Rebolation” de folia
“Lepo Lepo” de
verão.
Me divirto,
como e bebo
Pra que
pensar em amanhã?
Se desta
festa sou fã
Tempo passar
não percebo
Proporciono e
recebo
Momentos de
emoção
Mas o fim
chegou então
Nesta terça,
último dia
Tá encerrada
a folia
Mais outras
sei que virão.
A TERRA DESPIDA
(JC Paixão)
A temperatura da terra
É necessária se ter
Assim o efeito estufa
Nos dá condição de viver
Com temperatura normal
O aquecimento natural
Garante o nosso viver.
Porém a temperatura
Já não é mais natural
Tudo está esquentando
De uma forma brutal
Ninguém tá mais aguentando
E o povo já está chamando
De aquecimento global.
Tiraram a roupa da terra
Com o tal desmatamento
Acabando as florestas
Sem nenhum ressentimento
Só para criar animais
E plantar os cereais
Pra trazer o crescimento.
Pra ter desenvolvimento
Tem que ser o sustentável
Pois se continuar assim
Tudo vai ser lamentável
Com as secas prolongadas
As vidas ameaçadas
E escassez de água potável.
Devido aos feitos do homem
O ar está poluído
São muitos gases jogadas
Por todo povo “sabido”
Dos veículos, das queimadas
Das fábricas desreguladas
E o mundo fica aquecido.
A camada de ozônio
Esta muito ameaçada
É buraco aqui e ali
Não protege quase nada
A terra fica mais quente
Não há cristão que aguente
Essa quentura danada.
Em busca do crescimento
Veja que o homem faz
Joga os gases no ar
Acaba com os vegetais
Ar purificado não temos
Pois têm florestas de menos
E gás carbônico demais.
Doenças se proliferam
Com tanta temperatura
As geleiras se derretem
Não suportando a quentura
As águas do mar aumentam
Muitos seres não aguentam
E morrem sem estrutura.
A natureza vai ficando
Muito desequilibrada
Onde antes não chovia
Passa a haver enxurradas,
Ecossistemas ameaçados
E o povo aperreado
Já sem poder fazer nada.
Ainda terá saída
Se o homem raciocinar
E usar a natureza
De forma a preservar
Usá-la sem destruir
Que é para garantir
Pra gerações que virá.
Usar menos poluentes
E bastante inteligência
Trabalhar com o manejo
Usar bem a consciência
Fazer o reflorestamento
Dentro do conhecimento
Que tem na nossa ciência.
Vestindo a roupa na terra
Diminuindo a poluição
Passar usar os recursos
Sem essa grande ambição
A terra fica mais fria
Espero por isso um dia
Pra mudar a situação.
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