terça-feira, 11 de abril de 2017

REFORMAS E BBB NA GLOBO TEM TUDO A VER


(Benildo Nery)


Nós brasileiros a ponto
De morrer de trabalhar
Frente a essas reformas
Que Temer que enfiar
E um monte de gente lerda
Com a mente cheia de merda
De um BBB a falar.


Dizendo: “em quem vai votar
Meu amigo, meu irmão?
É na filha de Satã
Ou é no filho do Cão?
Analise, seja esperto
Escolha, dê o voto certo
Pois isso vale um milhão!”


Vamos acordar nação!
Viver a realidade!
Já basta desta cegueira
Dessa bestialidade
Esse tal de BBB
Lhe serve me diga em que?
Responda por caridade!”


Você tem capacidade
De excluir da sua vida
Essa atração infame
Que de forma incontida
Lhe torna prisioneiro
Por completo, por inteiro
Dessa emissora bandida.


Vem tomar a avenida
Lutar pelo seu direito
Gritar bem alto pra todos
Estufando o seu peito:
“Sou um filho desta terra
Sou brasileiro que berra
E reclama por respeito!”


Fazendo assim desse jeito
Quando a guerra terminar
E uma aposentadoria
Você mais velho alcançar
Terá tempo de montão
Para ver televisão
Para rir, ou pra chorar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

E POR FALAR EM EX

(Benildo Nery)

Quando ela passou por mim
E desviou seu olhar
Por certo pensou que eu
Ia com ela falar
Coitada não me conhece
Só sendo... até parece
Que eu ia me humilhar.

Sei que não posso negar
Que ainda gosta dela
Ao vê-la meu coração
Comigo chega duela
Mas o meu brio é maior
Provei do mal a pior
Quando estive com ela.

Ao lado daquela “fela”
Fui bastante maltratado
Preso ali aos seus caprichos
Pelos pés acorrentado
Sem carinho e sem respeito
Sem nem respirar direito
Mas louco e apaixonado.

Eu lhe dava de punhado
De amor e de carinho
Lhe dava um monte de cheiro
Beijinho e mais beijinho
“Chei” de desejo e de tara
E ela me dando na cara
Deixando eu amar sozinho.

Parecia um cachorrinho
Que o que a dona manda faz
“Levanta!” eu me levantava
“Vá pra frente!”, “Vá pra trás!”
“Me dê isso!”, “Dê-me aquilo!”
Feito cantiga de grilo
Parecia o Satanás.

Mas na verdade o que mais
Me fez largar a insana
Foi ela me proibir
De nos finais de semana
Eu tomar uma gelada
Junto com a rapaziada
No boteco de Joana.

Enquanto toda bacana
De manhãzinha saia
Toda emperiquitada
Pra tal da academia
Não somente no final
De semana e coisa e tal
Ela ia todo dia.

De vez em quando eu ouvia
A vizinhança dizer:
“Mulher olha lá vai ela
Chega correndo vem ver!”
Por não ser surdo nem mudo
Antes virar chifrudo
A mandei se “assuverter”.

Depois disso vi correr
Lágrimas no seu olhar
Confesso no meu também
Mas depois de enxugar
Chegamos a conclusão
Pra viver de confusão
Foi melhor se separar.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

DICIONÁRIO DA GENTE

(Benildo Nery)

 

Ai como é criativo
Esse ser chamado gente
Batiza e dá nome a tudo
Que encontra pela frente
Quando de um não gostar
Cuida logo de trocar
Por outro bem diferente.

E de forma competente
Começa a divulgar
O tal nome de tal coisa
Que ele resolveu mudar
E sem nenhum contratempo
Em muito pouquinho tempo
Todos começam a usar.

Sendo assim escutar
Nesses dias atuais
Pênis, ânus, axila
É coisa rara demais
Ouvir testículos, vagina
Nomes esperma e urina
Também não se ouve mais.

Viraram nomes normais
Pêia, furico e suvaco
Em vez de chamar testículos
Se chama cunhão ou saco
O esperma de gala, e urina
De mijo, e a vagina
Xibiu, priquito ou tabaco.

E isso é só um taco
Pois há vários pra mostrar
Pra você não esquecer
Na hora que for falar
Pegue aí uma prancheta
Papel, lápis ou caneta
E comece a anotar.

Quando o cabra vai falar
Tórax fala titela
Se for falar a garganta
Pronuncia a guela
Tíbia nunca é falada
Pois a mais pronunciada
É a palavra canela.

Quando o cabra leva aquela
Pancada no seu nariz
Ele reclama da dor
E logo em seguida diz:
“Brincadeira mais nojenta
Torasse meu pau das venta
Saí pra lá, oh infeliz!”

E se esse infeliz
Tem a munheca de aço
Dá na boca do estambo
Ou por trás no espinhaço
E se ele reclamar
É certeza de levar
Mão por cima do cachaço.

Aí não se tem abraço
Só arenga e baxaria
Soco na taba do queixo
Vários chutes nas viria
Zoi, zurêia tome mão
Pense numa confusão
Para encerrar a poesia!
 


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