segunda-feira, 10 de março de 2014

AUTOBIOGRAFIA

(Pedro Pedreira)


Sou feita principalmente
De pano, linha e elástico
De microfibra, de plástico
Ou tecido inteligente
Costumo deixar contente
A quem sempre caio bem
Há quem goste ficar sem
Como tendência, opção
Mas de mim não abre mão
Pelo menos uma tem.

Sou de cores variadas
Frias, mornas e até quentes
E me faço mais presentes
Nas pretas e avermelhadas
Mas também nas prateadas
Bege, branca, amarelinha,
Azul, rosa e verdinha,
Nas violetas, marrons
Todas sempre em vários tons
Fico em todas bonitinha.

Sou sutilmente listrada
Lisa ou toda de bolinha,
Em parte ou em mim todinha
Uma carinha estampada
Ou uma frase gravada
Tipo: “PRECISO URGENTE!”
Em destaque bem na frente
Ou lá na parte traseira
Provoco ação ligeira
Do cabra frouxo ou valente.
  
Sou vários tipo encontradas
E em modelos diferentes
Desde as mais indecentes
Àquelas mais comportadas
Grandes, pequenas, folgadas,
Apertadinhas, só fio,
Que deixo o quadril vazio
Ou todinho envolvido
Que o cabra desprevenido
Corre ao ver o desafio.

Há outros caracteres
Que aumentam a sedução
Viro arma da paixão
Pra um “numerão” de mulheres
Vou dizer sei que tu queres:
Sou bordada ou renda pura
Fechada ou com abertura
Tanto na frente ou atrás
Podes crer eu sou o gás
Para muita aventura.

Tenho a versão descartável
E comestível também
Pra tirar trabalho tem
Mas vira um ato adorável
E eu por ser mastigável
Deliciada assim
Vou gerando um outrossim
O homem muito me adora
Tudo porque nessa hora
Come minha dona e a mim.

Sou de sonho inspiração
Erotismo e fantasia
Batidas em demasia
Do coitado coração
Desperto muita atenção
Dos marmanjos solitários
Trato-os feito otários
Que ao me ver no varal
Começam a passar mal
Perdendo o itinerário.

Sou simplesmente e garanto
O que você imaginar
Faço rir, faço chorar
Enlouqueço "santa" e "santo"
Tiro o véu, rasgo o manto
Essa é a função minha
Quando estou grudadinha
Ou longe da minha dona
Levo qualquer um pra lona
Pois eu me chamo CALCINHA.

domingo, 9 de março de 2014

SONETO DA MULHER

(JC Paixão)

A mulher tem uma dádiva divina
Ela é mãe, esposa e companheira
Protetora e valente guerreira
Como é grande a beleza feminina.

A história e a política nos ensina
Que a mulher tem a força verdadeira
Grande exemplo é a mulher brasileira
Que em todo setor já se destina.

Pode ser sulista ou nordestina
Já se sabe que a mulher é valente
No trabalho se destaca na frente.

Defendendo com garra os ideais
Ela é chefe de estado e presidente
O que falta a mulher alcançar mais?

sexta-feira, 7 de março de 2014

FORÇA FEMININA

 (JC Paixão)


É muito forte o poder
Da palavra feminina
É preciso compreender
Mulher é coisa divina
Se compara a natureza
Por sua grande beleza
E pela força de ação
Por ser muito protetora
Corajosa e lutadora
Por que é mãe da criação.

A nossa suprema Terra
É feminina também
Por ela existe guerra
Mas culpa a terra não tem
O mortal que quer brigar
Numa luta se pegar
Na bala, foice ou talher
Só que o homem valente
Domado ele se sente
Nos braços de uma mulher.
  
Sem mulher qualquer historia
Tornava-se mentirosa
Não se lutava por gloria
Pra que o cheiro da rosa
A mulher é muito forte
Traz a vida e não a morte
É um ser bem trabalhado
O homem se diz esperto
Mais ele só é completo
Com uma mulher do lado.

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