segunda-feira, 16 de março de 2015

A MULHER

(JC Paixão)


Mulher é porto seguro
De pai, marido e irmão
De filho é protetora
Pois ama de coração
Da mãe mulher que o bem
Pois pode ser mãe também
Garante a reprodução.

Mulheres têm qualidades
Que num poema não cabe
Quem maltrata a mulher
É que elogiar não sabe
Ou tem medo de perder
O controle e o poder
Antes que tudo se acabe.

A mulher é sexo frágil
Será que isso é verdade
Ela é uma fortaleza
Com toque de vaidade
Pois domina com grandeza
Expressa sua beleza
E a sensualidade.

Mulher é um ser potente
Ao ponto que é carinhosa
Mostra força e coragem
De forma meiga e dengosa
Encanta com seu sorriso
Tira do homem o juízo
Por ser gentil e gostosa.

Está mais do que provado
Mulher é inteligente
É muito obstinada
Companheira e competente
Tem caráter de verdade
E também honestidade
Porque mulher é valente.

No jardim da humanidade
A mulher é uma rosa
Que exala seu perfume
De forma bem carinhosa
Há se eu fosse um beija-flor
Pra te tocar com amor
Por te achar bem cheirosa.

Seja num vestido preto
Ou num vestido vermelho
Você é maravilhosa
Quero ser o seu espelho
Admirar sua postura
Elogiar sem frescura
Seu corpo seu aparelho.

Mulher chora, mulher canta
E também sente saudade
Isso é comum ao homem
Falo sim sem falsidade
Quer ver um homem sofrendo
É saber que está perdendo
Uma mulher de verdade.

Hoje o espaço está
Muito bem compartilhado
A mulher já representa
Grande força de mercado
Pois o comércio investe
De norte, sul, leste, oeste
Nesse setor arrojado.

Os direitos sociais
Também estão divididos
Tem mulheres nos setores
Que antes era dos maridos
Como chefe, motorista
Jogadora e sufista
Pense num povo sabido.

sábado, 14 de março de 2015

ROJÃO PERNAMBUCANO (QUANDO EU IA ELA VOLTAVA/QUANDO EU VOLTAVA ELA IA)

(Juca Santos)


No meu tempo de menino
Nunca fui bem educado.
Também não fui bem tratado,
Pois era muito traquino.
A filha de Enedino,
Brincar comigo queria
Ela chamava de dia,
Mas, a noite nem ligava...
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.

Eu doido pra namorar
Mas, era desajeitado.
Vivia desconfiado,
Sem coragem de falar.
Mandei um primo ajeitar
Meu namoro com Maria,
Eu olhava ela sorria,
Eu pedia ela não dava...
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.

Já morei em um cortiço,
Estava desempregado
E pra não ser despejado
Fui arrumar um serviço.
Acabou em reboliço
Que a costureira não via,
Mas, minha linha lambia,
Lambia e eu enfiava...
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.

Também trabalhei na feira
Vendendo fruta madura,
Eu e Chiquinha Ventura
Mulher calma, quase freira.
Gente boa de primeira,
Olha a banana! Eu dizia.
E naquela cantoria,
Só caqui ela gritava...
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.

Zefa tinha um passarinho
Escondido do IDEMA,
Mas, vivia um dilema
Com a criação do vizinho.
Esquecia o canarinho
E ao pombal se dirigia,
Era uma grande alegria
Quando a pomba ela avistava...
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.

Fui tomar banho de mar
Com a minha namorada
A maré movimentada
E ela sem saber nadar.
Eu doido pra aproveitar
Tentava e não conseguia,
Pois na beira ela saía
No fundo ela não tomava...
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A FALTA DE TEMA



(Márcio Moura)

 
Em conversa de pé de mesa
Assuntos dos mais diversos
Não faltou entusiasmo
Só com prosa sem verso
Começamos por Marconi
Atenção  agora peço
Vamos mudar de canto
E eu não faço acalanto
E só água tem, de certo.

Já tinha começando o jogo
Ninguém tava ganhando
As vezes tinha uns gritos
Era o Flamengo atacando
Não adiantou a torcida
O goleiro parecia Dida
E o bota fogo terminou ganhando.

Entre um banho e outro
O assunto se mudava
Falamos de cana boa
O tira gosto era buchada
Também saiu macarrão
Mesmo sem o feijão
Desce   bem a cachaçada

Como em toda farra
Não podia faltar
O assunto política
Foi  fácil atiçar
Falamos até do imundo
FHC vagabundo
Que temos de excomungar.

Uma coisa foi unânime
Não precisou de luta
O quanto o Brasil cresceu
Com a Dilma e o  lula
Temos que ter  cuidado
Com golpe de estado
Por políticos esdrúxula .

Falamos de bicho de pé
Que uns chamam de poeta
Tinha vontade de pegar
Hoje sei que não presta
Grande foi o medo de Quinho
Com o danado do bichinho
Chegou a franzir a testa.

Resumi tudo nisto
Não sei fazer poema
Se lido por quem entende
Me dá uma surra de pena
Mas me esforcei um pouquinho
A culpa toda é de Quinho
Que não me deu um tema.

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