segunda-feira, 4 de maio de 2015

VOCÊ CHAMA MURIÇOCA?

(JC Paixão)


Muriçoca eu não chamo
São elas que aparecem
Quando picam aborrecem
Causam só chateação
Por isso preste atenção
No tipo de muriçoca
Tem aquela que provoca
Uma grande doenção.

Acabou-se aquele tempo
Da muriçoca normal
Aquela bem natural
Que só uma picada dava
Que no lugar comichava
Mais que isso não sei não
Talvez um vermelhidão
Porém disso não passava.

Hoje em dia é complicado
Quando a muriçoca pica
Pode transmitir a Zika
A Dengue ou Chicungunha
Doenças que logo acunha
E pega a gente de jeito
Maltrata ou mata o sujeito
Pior que Eduardo Cunha.

Aedes também transmite
A tal da Febre Amarela
Que é sim outra mazela
Que maltrata muita gente
O cabra fica doente
Depois de uma picada
Que doença desgraçada
Num tem cristão que aquente.

O tal Aedes Aegypti
Que mosquitinho danado
Tem gene modificado
É no que eu acredito
Muriçoca ou mosquito
Dizem que é um vetor
No momento é ator
De sintoma esquisito.

Parecido com da Dengue
Tão fazendo um mosquitinho
Observe direitinho
Acompanhe meu pensamento
Veja que nesse momento
Estamos vivendo horror
Que parece um terror
Causando choro e lamento.

O Aedes é transmissor
De doenças diferentes
Pensemos com nossas mentes
No que tá acontecendo
Está mesmo é parecendo
Com uma guerra viral
Isso é algo anormal
De tudo tá aparecendo.

É o mosquito da Dengue
Ou pernilongo rajado
Sei que esse desgraçado
Assombra o brasileiro
Pois nesse pais inteiro
Tem causado muita morte
Não contrair Dengue é sorte
É o que digo parceiro.

Cuidado é preciso ter
Com a tal água parada
Pra não se tornar morada
Do mosquito inimigo
Preste atenção no que digo
Não podemos dar bobeira
Porque não é brincadeira
Esse bicho é um perigo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

TOTONHO QUEIMA FULÔ

(Benildo Nery)


No ramo de rezador
De terço e de novena
Deu pra ver muitos em cena
Senhora e até senhor
Na missa ou no louvor
Outros são bem destacados
Eufóricos e animados
Ambos vão fazendo jus
A fé em Deus, em Jesus
E todos santos louvados.

Mas é no mês mariano
Onde alguns se sobressaem
Cedo da noite eles saem
Pra casa de um fulano
Seja no meio urbano
Ou lá na zona rural
É o maior festival
Manifestação da fé
À Virgem de Nazaré
A nossa mãe maioral.

Antônio Brito Ferreira
Tem sido uma das figuras
Que tem levado as alturas
Essa prática igrejeira
Tem um terço, faz carreira
Para o local indicado
Toma um lugar destacado
Se benze, reza e canta
De tal forma que encanta
É bastante afamado.

Sendo o primeiro a chegar
É quem prepara a Santa
Sua devoção é tanta
Chega a impressionar
Faz de uma banca o altar
Bota toalha branquinha
Em seguida a Santinha
Num lugar especial
Põe velas no castiçal
E flor na banca inteirinha.

Leva tudo muito a sério
Tem de cor o ritual
Do comecinho ao final
Primeiro ao Quinto Mistério
Tudo segue ao seu critério
Desde as fala até os cantos
Estes seus dotes são tantos
Que até impressionam
Os que veem se emocionam
Que às vezes chegam aos prantos.

Por ser um sujeito amado
Por todos da região
Tratou de religião...
Seu nome é logo lembrado
Muito ele tem rezado
Em velório, em hospital
Até lá na capital
Já levou a sua prece
Às vezes até se oferece
É um cabra sem igual.

Mas tem aquela turminha
Que gosta de ironizar
Do seu jeito de andar
Dão sempre uma risadinha
Também da sua falinha
Que às vezes desafina
Não é nem grossa, nem fina
Ficam lhe apelidando
E ele tá nem ligando
Nem uma vez desatina.

Hoje o vi todo feliz
Lembrei que é dia primeiro
De maio e o mês inteiro
Ao Santo Nome bendiz
Para todo mundo diz:
“Eu quero vê-los em cena
Prestigiando a novena
Da nossa eterna Rainha
Da Mãe de Deus, sua e minha
Virgem de ternura plena!

E um grande encerramento
No fim do mês nós faremos
E é certo que nós teremos
Nele que é o maior momento
Tudo quanto é sentimento
De esperança, paz e amor,
De fé, de luz, de calor
Do fogo do Céu sagrado
Todo mundo abençoado
Na grande queima de flor.”

sábado, 25 de abril de 2015

VOA LIVRE PASSARINHO/QUE A GAIOLA FOI QUEBRADA

(Juca Santos)

 

Ouvir um pássaro cantando

No primor da natureza,

Em uma gaiola presa

Pra mim está reclamando.

Vou logo me aproximando

Por que sou bom camarada

Deixo a porta escancarada

Me afasto bem de mansinho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


Se for doméstico eu aceito

Mas se for silvestre não

Pois esta situação

Para mim não é direito

Num movimento perfeito

Deixo a cela destrancada

Pode pegar a estrada

Siga em frente seu caminho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


Se na vida ou no amor

Alguém vive enclausurado

Não quero mais do meu lado

Não posso causar terror

Fica ao inteiro dispor

Pra bater em retirada

Porque a pessoa amada

Não pode sofrer no ninho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


Na arte de educar

Hoje em dia é diferente

Não é como antigamente

O jeito de ensinar

É preciso conquistar

Com aula bem preparada

Que a mente desmotivada

Deixa tudo em desalinho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


Se o aluno não aprende

Diz, culpado é o professor

Sai gritando o diretor

O pai não o repreende

Mesmo errado lhe defende

De forma desenfreada

Mas, a vida de virada

Ensina sem ter carinho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


No dia da eleição

Tem barganha pelo voto

Não tem mais curral eu noto

Que cerque a corrupção

O eleitor cidadão

De consciência comprada

Porém não entrega nada

Porque vai votar sozinho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


Hoje tudo é opção

O jovem pode escolher

Não pode repreender

Quase ninguém usa não

Pra cada situação

Tem uma lei aprovada

Que acaba não dando nada

Pra quem tiver um padrinho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.


Hoje não há quem defenda

Moral decência e vergonha

Também falta quem proponha

Um projeto ou emenda

Pra garantir que a renda

Seja melhor retalhada

E a nação avaliada

Sem resultado mesquinho

Voa livre passarinho

Que a gaiola foi quebrada.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...