(Pedro Pedreira X Benildo Nery)
(PP)
Numa análise
do quadro atual
Que eu fiz
sobre a nossa política
Encontrei
uma triste estatística
Que
envergonha todo ser racional
E mesmo
aquele que possui um arsenal
De razão,
sensatez e complacência
Fica “puto”
com tanta indecência
Quase mudo,
sem ter o que dizer
Só lhe resta
uma pergunta a fazer:
Na política
existe coerência?
(BN)
Uma terra
que foi colonizada
Por um tipo
de gente portuguesa
Sob a ótica
de uma realeza
Comandando
uma raça degredada
De
assassinos e ladrões era formada
Que seguiram
apenas a exigência
De explorar
com bastante eficiência:
Mate! Roube!
O que vale é construir
Um império
pra portuga usufruir.
Vejo assim
na política a coerência!
(BN)
Nas igrejas
a conversa é sempre igual:
“Meus irmãos
pra alcançar a salvação
É preciso
que se abra o coração
Pra largar
tudo o que é material
Pois pra
Deus vale o espiritual
Fique atento
nessa simples evidência!
Sendo assim
tomem logo a providência
Doem tudo
que possuem para a igreja!”
E o fiel
fielmente: Que assim seja!
Na religião
onde está a coerência?
(PP)
A pregação
em um Deus unicamente
Que rompeu
barreiras de tempo e espaço
Que tem
posto e carregado no laço
As pessoas
que não usam muito a mente
Foi e é uma
forma simplesmente
De fazer
comércio de indulgência
E o bom uso
da boa eloquência
Faz do padre
e pastor homens de Deus
Dizimando os
bens meus também os seus
Na religião
tá aí a coerência!
(PP)
Vemos muitas
crianças sem escola
E as que têm
são de baixa qualidade
O ensino é
um quinto da metade
E é dado como
se fosse esmola
Entre o rico,
o pobre mais se isola
No aprender
é grande a deficiência
Professores
são fiéis na persistência
Se aplicam,
dão de si tudo que têm
Quando
cobram os resultados não vêm
Você vê na
educação coerência?
(BN)
O sistema de
educação no Brasil
Levou muito
tempo para ser criado
O ensinar em
si não foi valorizado
Só buscou
tornar o índio um ser “gentil”
E o restante
da população servil
Sem levar em
conta sua descendência
Foi herdando
um ensinar de aparência
E os
filhotes de mina e de engenho
Na Europa a
estudar, esse é o desenho
Na educação
vejo aí a coerência!
(BN)
Quando um
cidadão fica doente
E procura um
hospital pra se tratar
Com um caos
vai logo se deparar
Tem que ser
literal um paciente
Corredores
repletos muita gente
No
ambulatório assim como na emergência
O paciente
vai perdendo a paciência
Reclamar
acaba sendo seu papel
O que
realidade mais cruel
Na saúde
onde está a coerência?
(PP)
A saúde no
Brasil não foi bandeira
Muito menos
algo de grande atenção
Pois em
outrora a pouca população
Se cuidava
com medicina caseira,
Rituais de
magia, resadeira
E o estado
na sua ingerência
Nunca trouxe
pra si a incumbência
Quando o
fez, foi pensando no progresso
Só aos
centros urbanos deu acesso
Na saúde
veja aí a coerência!
(PP)
É comum no
Brasil a gente ver
Empreiteira e
obras superfaturadas
Verdadeiras fortunas
desviadas
Mata e rouba
quem pode tem o poder
O juiz que
julga e faz prender
Não condena
e não faz a diligência
Quando o faz
comete a negligência
Mostra aos
pobres os rigores da justiça
Que aliás é
cega e tem preguiça
Na Justiça
onde está a coerência?
(BN
Sendo o rei
o absoluto senhor
Que detinha
o poder mais que extremo
Nomeou em um
ato até supremo
Pra Justiça
no Brasil um Ouvidor
O primeiro
foi o desembargador
Pero Borges que
até teve eficiência
Mas perdeu
para a “leal” concorrência
Das chamadas
Câmaras Municipais
“Homens Bons”
mas bons para o Satanás
Na Justiça
vejo aí a coerência!
(BN)
Diversão por
aqui é muito cara
Só uma parte
do povo usufrui
Beber cana e
dançar substitui
Toda arte
refinada, a arte rara
O artista
popular sem querer para
De fazer o
que faz com inteligência
Pois
perderam espaço pra potência
Do cinema,
do teatro, e da TV
Essa última
é o que o pobre ainda vê
No lazer
onde está a coerência?
(PP)
Por durante
muitos anos saiba a gente
Foi nação de
população rural
Trabalhar no
engenho ou cafezal
Ou nas minas
com um feitor como regente
Diversão
estava diretamente
Bem ligadas
com as coisas da vivência
Sendo assim
tem que haver a consciência
Tomar cana e
dançar é bem rural
Arte rara
e o teatro é capital
No lazer eis
aí a coerência!
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