quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MOTE EM SETE SILABAS : "O AMOR FOI DESTRUÍDO/DEU AO ÓDIO A SUA VEZ"

(Benildo Nery)


De tudo vai-se a alegria
Em volta tudo escurece
A alma e o corpo padece
O peito sente a sangria
O elo e a simetria,
Comparsas da sensatez,
Dão lugar a estupidez
O “dois” perde o sentido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

“Bom dia!” que não se dá
Um senta outro levanta
Um gesto que não encanta
Um dormir, outro acordar
Mais um pedido negar
Com tamanha rispidez
Sinais que a malcriadez
No lar tem interferido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

Os filhos sem atenção
Inocentes, coitadinhos,
Desgarrados, sem carinhos,
Quase total rejeição.
Sentem toda esta ação
De tamanha absurdez
Mas não reagem talvez
Por não terem entendido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

Um sai e o outro fica
Um se irrita o outro chora
O mais frágil então implora:
Explica meu bem! Explica!
O forte, nenhuma dica,
Com cruel insensatez
O que se ver com nitidez
É que o bem foi vencido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

Consequência disso tudo
Divórcio, separação
Pagamento de pensão
Para os filhos o escudo
Mas com tanto sobretudo
Em tudo há escassez
Afinal o que se fez
Foi dar tudo por perdido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.
 

2 comentários:

  1. Não é preciso ser um "arquiteto" para reconhecer que sua obra tem todos caracteres que a poesia popular exige ter. Parabéns pela sua abra , espero que em breve possas estar no lugar que mereces: uma Cadeira na Academia de Literatura Popular, assim como Antonio Francisco, de quem és admirador.

    Genival Ribeiro de Medeiros

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  2. Uma extrema alegria invade a alma de um poeta popular quando é alvo de um elegido dessa estirpe meu amigo. E nesse mar de felicidade, ele tem apenas que dizer: Muito obrigado!

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