quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SEM FILOSOFIA

(Kynheo Ferreira)

 

Sei, a vida vale muito

Mas tem um ponto final

Divide o bem e o mal

Até a morte chegar

Água, terra, fogo e ar

Elementos naturais

Matérias fundamentais

Será que e o ar é matéria?

Ser feliz é coisa séria

Não é fútil; nem venais.

 

Como a vida é passageira

Devemos viver sem dor

Cultivando o amor

Deixando a paixão florir

Se podemos ir e vir

Para que ser sorumbático?

O correto é ser enfático

Se temos objetivo

O amor é impulsivo

Mas é pouco democrático.

 

Claro, a vida da gente

Vale muito mais que ouro

O nosso maior tesouro

Esmeralda, diamante

Turquesa, rubi, brilhante

Todos com pouco valor

Importante é o amor

A flora, a fauna a geleira

Temos uma vida inteira

Entre espinhos, vem a flor.

 




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MOTE EM SETE SILABAS : "O AMOR FOI DESTRUÍDO/DEU AO ÓDIO A SUA VEZ"

(Benildo Nery)


De tudo vai-se a alegria
Em volta tudo escurece
A alma e o corpo padece
O peito sente a sangria
O elo e a simetria,
Comparsas da sensatez,
Dão lugar a estupidez
O “dois” perde o sentido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

“Bom dia!” que não se dá
Um senta outro levanta
Um gesto que não encanta
Um dormir, outro acordar
Mais um pedido negar
Com tamanha rispidez
Sinais que a malcriadez
No lar tem interferido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

Os filhos sem atenção
Inocentes, coitadinhos,
Desgarrados, sem carinhos,
Quase total rejeição.
Sentem toda esta ação
De tamanha absurdez
Mas não reagem talvez
Por não terem entendido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

Um sai e o outro fica
Um se irrita o outro chora
O mais frágil então implora:
Explica meu bem! Explica!
O forte, nenhuma dica,
Com cruel insensatez
O que se ver com nitidez
É que o bem foi vencido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.

Consequência disso tudo
Divórcio, separação
Pagamento de pensão
Para os filhos o escudo
Mas com tanto sobretudo
Em tudo há escassez
Afinal o que se fez
Foi dar tudo por perdido
O amor foi destruído
Deu ao ódio a sua vez.
 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

SE ANINHANDO

(Benildo Nery)


Ela chega sutilmente  
Tipo alguém que não quer nada 
Com seu jeito me agrada  
Me deixa todo contente  
Me embriaga docemente  
Com amor, meiguice e carinho  
Fico feito um passarinho  
Com asas, mas sem voar  
Pois quero mesmo é ficar  
Com ela, presos no ninho.

Emaranhados em braços
Pernas, corpos, mentes, mão
O tum tum do coração
Ritmando os amaços
A saudade nos encalços
Querendo atrapalhar
E nós só a empurrar
A saudade bem pra longe
Enclausurados, tal monge
Não vamos nos separar.

O frio não terá vez
Calor e calor de sobra
No entra e sai, na manobra
Em atos de maluquez
Apenas terá a vez
Sexo, amor, perversão
Nada de inibição
As regras estão traçadas
E as nossas vidas marcadas
Por amar sem mensuração.

Quando o cansaço bater
Basta dormi, relaxar
E depois que acordar
Nada de tentar conter
Deixa a chama se acender
Pegar fogo em nosso ninho
Porque sou dela todinho
E eu também a possuo
Com ela o ninho destruo
E depois faço um novinho.

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