quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
MOTE EM SETE SILABAS : "O AMOR FOI DESTRUÍDO/DEU AO ÓDIO A SUA VEZ"
(Benildo Nery)
De tudo
vai-se a alegria
Em volta
tudo escurece
A alma e o
corpo padece
O peito
sente a sangria
O elo e a
simetria,
Comparsas da
sensatez,
Dão lugar a
estupidez
O “dois”
perde o sentido
O amor foi
destruído
Deu ao ódio
a sua vez.
“Bom dia!”
que não se dá
Um senta
outro levanta
Um gesto que
não encanta
Um dormir,
outro acordar
Mais um
pedido negar
Com tamanha
rispidez
Sinais que a
malcriadez
No lar tem
interferido
O amor foi
destruído
Deu ao ódio
a sua vez.
Os filhos
sem atenção
Inocentes,
coitadinhos,
Desgarrados,
sem carinhos,
Quase total
rejeição.
Sentem toda
esta ação
De tamanha
absurdez
Mas não
reagem talvez
Por não
terem entendido
O amor foi
destruído
Deu ao ódio
a sua vez.
Um sai e o
outro fica
Um se irrita
o outro chora
O mais
frágil então implora:
Explica meu bem! Explica!
O forte,
nenhuma dica,
Com cruel insensatez
O que se ver
com nitidez
É que o bem
foi vencido
O amor foi
destruído
Deu ao ódio
a sua vez.
Consequência
disso tudo
Divórcio,
separação
Pagamento de
pensão
Para os
filhos o escudo
Mas com
tanto sobretudo
Em tudo há escassez
Afinal o que
se fez
Foi dar tudo
por perdido
O amor foi
destruído
Deu ao ódio
a sua vez.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
SE ANINHANDO
(Benildo Nery)
Ela chega sutilmente
Tipo alguém que não quer nada
Com seu jeito me agrada
Me deixa todo contente
Me embriaga docemente
Com amor, meiguice e carinho
Fico feito um passarinho
Com asas, mas sem voar
Pois quero mesmo é ficar
Com ela, presos no ninho.
Emaranhados em braços
Pernas, corpos, mentes, mão
O tum tum do coração
Ritmando os amaços
A saudade nos encalços
Querendo atrapalhar
E nós só a empurrar
A saudade bem pra longe
Enclausurados, tal monge
Não vamos nos separar.
O frio não terá vez
Calor e calor de sobra
No entra e sai, na manobra
Em atos de maluquez
Apenas terá a vez
Sexo, amor, perversão
Nada de inibição
As regras estão traçadas
E as nossas vidas marcadas
Por amar sem mensuração.
Quando o cansaço bater
Basta dormi, relaxar
E depois que acordar
Nada de tentar conter
Deixa a chama se acender
Pegar fogo em nosso ninho
Porque sou dela todinho
E eu também a possuo
Com ela o ninho destruo
E depois faço um novinho.
Ela chega sutilmente
Tipo alguém que não quer nada
Com seu jeito me agrada
Me deixa todo contente
Me embriaga docemente
Com amor, meiguice e carinho
Fico feito um passarinho
Com asas, mas sem voar
Pois quero mesmo é ficar
Com ela, presos no ninho.
Assinar:
Postagens (Atom)