segunda-feira, 17 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
MARTELO PERGUNTADO
(Juca Santos)
Pra
testar no martelo seu talento,
Me
responda quem foi aleijadinho?
Qual
a arte deixada em seu caminho?
Me
responda qual era seu invento.
E
quem foi Tiradentes a contento?
Como
conta a história da nação.
Quem
agora perdeu a eleição?
Começando
pelo seu próprio estado,
Perguntei
em martelo agalopado,
E
quem pergunta em martelo é campeão.
Eu
revelo em fontes documentais
Que
escreveram sobre os inconfidentes,
Enforcaram
o alferes Tiradentes
Mas,
o aleijadinho fez bem mais.
Grande
artista lá das Minas Gerais
Que
esculpia bem em pedra sabão.
O
Aécio foi grande vacilão
Que
pra Dilma perdeu, foi derrotado.
Respondi
em martelo agalopado
E
quem responde em martelo é campeão.
Me
responda se for inteligente,
Um
país atacado por ebola,
Quantas
cordas tem na minha viola,
E
por que no sudeste é diferente?
Quantos
graus tem numa boa aguardente?
Quantas
rodas se põem num caminhão?
Sem
contar engrenagem, ou direção,
Conte
só as do chão e bem contado,
Me
responda em martelo agalopado
Quem
responde martelo é campeão.
O
ebola atingiu a Nigéria
E
em Serra Leoa fez estrago,
E
no sudeste a viola sem embargo,
Tem
dez cordas, minha resposta é séria.
Já
a sua viola, sem pilhéria,
Só
tem oito ou nove com bordão.
Com
seis rodas se monta um caminhão,
Cinquenta
graus a “Rainha” fez reinado.
Respondi
em martelo agalopado,
E
quem responde em martelo é campeão.
Me
responda, pois da história é parte,
Se
não sabe, pare, fique a vontade.
Dois
artistas com sobrenome Andrade
Que
figuram na “Semana de Arte”
Como
foi divulgado esse encarte?
Qual
o nome, preste bem atenção,
Quando
foi este evento? Sabe? Ou não?
Se
não sabe, então fique calado.
Perguntei
em martelo agalopado,
Quem
pergunta em martelo é campeão.
Te
respondo, não deixo pra depois.
Se
errar ainda perco meu salário.
Um
Oswaldo. O outro artista é Mário.
Foi
em mil, novecentos e vinte e dois.
Esses
e muitos artistas, pois,
Fizeram
na arte revolução,
Veio
à tona o povo da nação,
O
país na arte modernizado.
Respondi
em martelo agalopado,
Quem
responde em martelo é campeão.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
O EU POÉTICO
(Benildo Nery)
Só porque falo de amor
Não diz que sou amoroso
Também não sou rancoroso
Só porque falo em rancor
Muito menos sonhador
Só porque falo de sonho
Também nunca fui tristonho
Quando falei de tristeza
Quando falo de beleza
O que ela é só suponho.
Falo sempre em paixão
Sem estar apaixonado
Sem de ninguém ter cuidado
Eu falo em compaixão
Já falei de confissão
Mesmo sem nunca pecar
E mesmo sem despencar
Disse que caí da serra
Sem nunca ter ido à guerra
Já quis morrer e matar.
Sem nunca ser andarilho
Falei em muito andar
Sem nem mulher apertar
Já falei em espartilho
E até sem ser caudilho
Ditador eu já quis ser
Disse que é bom correr
Sem nunca eu ter corrido
Já disse estar escondido
Sem nunca me esconder.
Sem ter sido desejado
Sempre falo em tesão
Falo em enrolação
Sem nunca ter enrolado
Falo em beijo bem dado
Sem nunca língua chupar
Sempre quero antecipar
O que há tempo começou
Aponto pra quem errou
Sendo o primeiro a errar.
Critico a lentidão
Mesmo sendo o mais lento
Digo que tenho talento
Sem nenhuma aptidão
Trato como imensidão
Uma coisa bem amena
Uma chuvinha serena
Digo que é temporal
Me apresento como o tal
Mas com imagem pequena.
Não sou chegado à política
Mas bebo desse veneno
Corrupção eu condeno
Mas de forma casuística
Meto o pau e faço crítica
Mas gosto ser convidado
Pelo corrupto citado
Na minha declamação
Brigado de coração
Outra vez muito obrigado!
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